Como João Gonçalves Moldou a Identidade Urbana e Cultural de Porangatu


A história do Poder Executivo em Porangatu, moldada a partir de 1948, encontra na figura de João Gonçalves dos Reis um de seus capítulos mais expressivos. Embora suas primeiras memórias estejam atreladas ao cotidiano do meio rural de sua infância, sua vocação para a vida pública germinou no ambiente escolar de Anápolis. Foi lá que, ao concluir o ginásio em 1953, ele se transformou em uma liderança de destaque entre os jovens da época, presidindo o Grêmio Lítero Castro Alves e participando ativamente da fundação da União Independente dos Estudantes de Anápolis (UIEA).

Ao regressar para o município de origem, já casado com Edeltes Gomides, João Gonçalves trouxe consigo essa sólida experiência em mobilização comunitária. Esse espírito cívico acabou se estendendo à sua própria família, inspirando seu filho, Carlos Rosemberg Gonçalves dos Reis, que anos mais tarde representaria a região no parlamento goiano, elegendo-se deputado estadual na 11.ª legislatura pelo PMDB.

Em 1970, convencido de que o desenvolvimento democrático da cidade dependia do fortalecimento dos partidos políticos, Gonçalves participou diretamente da organização das bases do antigo MDB (depois PMDB) em Porangatu. Esse engajamento o levou à prefeitura pela primeira vez em 1970.

Essa primeira administração foi marcada pela criação dos símbolos de soberania local, como o Brasão e a Bandeira do município, fundamentais para consolidar o sentimento de pertença da população. Na área social e cultural, ele adquiriu os instrumentos que viabilizaram a criação da Banda Municipal. No campo do planejamento urbano, instalou uma fábrica própria de artefatos de cimento e tubulações para obras de pavimentação. Já na economia rural, foi o idealizador da 1.ª Exposição Agropecuária de Porangatu em 1971, evento que reposicionou a cidade como polo do agronegócio regional.

Pensando no futuro das novas gerações, sua gestão focou na educação:

Viabilizou o ensino profissionalizante com a criação da Escola Técnica de Comércio (a conhecida “Porantécnica”).

Expandiu a rede escolar no interior com a construção de 13 unidades na zona rural.

Democratizou o acesso à leitura ao instalar a primeira Sala de Leitura Pública da cidade, em convênio com o Instituto Nacional do Livro.

Adquiriu a residência oficial para o Juiz de Direito da comarca, estruturando o Poder Judiciário local.

Departamento Comunicação

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