O ano era 1962 quando as estradas de terra do coração do Brasil, o então médio norte goiano, trouxeram a Porangatu uma mente que mudaria os rumos do município para sempre. Atraído pelo convite de seu colega de profissão, o renomado Dr. Visconde, o jovem médico mineiro de Bambuí, formado pela prestigiada Escola Paulista de Medicina de Ribeirão Preto, desembarcava na cidade com uma maleta e uma visão. O plano inicial do Dr. Trajano Machado Gontijo parecia puramente empresarial e comunitário: unir-se a outros dois médicos e investidores locais para erguer o Hospital e Maternidade São José. No entanto, o destino daquela cidade que se emancipara em 1948 reservava para o jovem doutor um papel que ia muito além dos estetoscópios e centros cirúrgicos.
A medicina abriu as portas, mas foi a liderança natural e a paixão pelo desenvolvimento humano que consolidaram as raízes de Trajano em solo porangatuense. Ao casar-se com a Dra. Ana Braga, ele uniu sua história definitivamente à comunidade local.
Carregando na bagagem o peso político e a maturidade de quem já havia comandado com sucesso a prefeitura de Tocantinópolis (no atual estado do Tocantins), o médico-empresário encontrou em Porangatu o cenário ideal para aplicar sua vocação pública. Em 1977, legitimado pelo anseio popular por progresso, ele assumiu a cadeira do Poder Executivo, iniciando uma das gestões mais revolucionárias e estruturantes da história da Câmara e da Prefeitura Municipal.
A administração do Dr. Trajano transformou a paisagem urbana e rural, tirando Porangatu do isolamento infraestrutural e lançando-a rumo à industrialização. Sob seu comando, o município viveu um verdadeiro canteiro de obras: foram implantados mais de 400 mil metros quadrados de asfalto e calçamento, além da expansão agressiva da rede elétrica pelos bairros.
O prefeito Trajano, compreendia que uma cidade polo precisava de conexões e educação; por isso, ergueu a “Rodoviária Nova”, construiu escolas rurais e a Escola Maria das Graças, estabeleceu o prédio da faculdade (FECELP) e garantiu o funcionamento da máquina pública ao adquirir o edifício do Banco do Brasil para sediar a Prefeitura.
O legado de Trajano Machado Gontijo equilibrou o avanço econômico com o bem-estar social, criando marcas que a população desfruta até os dias atuais. Ao incentivar a instalação da fábrica da Coca-Cola e construir o Centro Social Urbano (C.S.U.), ele provou que uma gestão moderna caminha de mãos dadas com o emprego e a dignidade humana. Até mesmo a valorização cultural foi pauta, com a reforma da Feira de Artesanato, hoje o nosso querido “Centro de Tradições”. Esta biografia, que agora ganha as telas e as páginas de sua autobiografia definitiva, resgata a memória de um líder que não apenas governou para o seu tempo, mas pavimentou o futuro de Porangatu com ousadia, tijolo e pioneirismo.
Departamento Comunicação
Câmara Municipal de Porangatu
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