Em 1982, João Gonçalves retornou ao comando da prefeitura após uma disputada eleição em que venceu o candidato oposicionista Domingos de Carvalho Gote (pai do político Luiz Antônio). Essa segunda gestão transcorreu em um cenário nacional de profundas transformações, marcado pela abertura política, o fim do regime militar, a extinção do modelo bipartidário e o enfraquecimento das restrições do chamado Pacote de Abril.
Nesse período de transição, o prefeito concentrou esforços em dotar Porangatu de serviços essenciais e infraestrutura de médio e grande porte:
Saneamento e Saúde: Deu início às obras do Hospital Regional de Porangatu e estendeu a rede de distribuição de água tratada por mais 18,8 km.
Segurança e Logística: Viabilizou a edificação da nova delegacia e Cadeia Pública, a instalação da sede do Tiro de Guerra e a construção do prédio próprio dos Correios e Telégrafos.
Urbanismo e Energia: Executou um amplo programa de pavimentação que cobriu 186 km de vias urbanas com asfalto e mais de 42 km de guias e sarjetas (meio-fio), além de duplicar e reurbanizar grandes artérias viárias, como a Avenida Adelino Américo de Azevedo. No interior, levou energia elétrica aos povoados por meio da expansão da rede da CELG.
Este conjunto de realizações, documentado hoje em sua autobiografia e preservado nos arquivos históricos da Câmara Municipal, posiciona João Gonçalves dos Reis não apenas como um administrador público, mas como um dos principais arquitetos da Porangatu moderna.
Departamento Comunicação
Câmara Municipal de Porangatu
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